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segunda-feira, 25 de junho de 2012
Pixinguinha é demais!
Carinhoso
Essa letra é muito bonita e toca o interno dos românticos de plantão
Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.
Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.
Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.
Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
Essa letra é muito bonita e toca o interno dos românticos de plantão
Ingênuo
Pixinguinha
Eu fui ingênuo quando acreditei no amor
Mas, pelo menos jamais me entreguei à dor...
Chorei o meu choro primeiro
Eu chorei por inteiro pra não mais chorar
E o meu coração permaneceu sereno
Expulsando o veneno pelo meu olhar...
... eu procurei me manter como Deus mandou
Sem me vingar que a vingança não tem valor
E depois também perdoar a quem erra
É ser perdoado na Terra
Sem ter que pedir perdão no céu.
Eu não quis resolver
Eu não quis recusar
Mas do amor em ruína, uma força termina
Por nos dominar e depois proteger
Dos abismos que a vida traçar
Quando o tempo virar o único mal
E a solidão começa a ser fatal...
Eu não quis refletir, não
Eu não quis recuar, não
Eu não quis reprimir, não
Eu não quis recear...
Porque contra o bem nada fiz
E eu só quero algum dia
Ser feliz como eu sou infeliz...
Mas, pelo menos jamais me entreguei à dor...
Chorei o meu choro primeiro
Eu chorei por inteiro pra não mais chorar
E o meu coração permaneceu sereno
Expulsando o veneno pelo meu olhar...
... eu procurei me manter como Deus mandou
Sem me vingar que a vingança não tem valor
E depois também perdoar a quem erra
É ser perdoado na Terra
Sem ter que pedir perdão no céu.
Eu não quis resolver
Eu não quis recusar
Mas do amor em ruína, uma força termina
Por nos dominar e depois proteger
Dos abismos que a vida traçar
Quando o tempo virar o único mal
E a solidão começa a ser fatal...
Eu não quis refletir, não
Eu não quis recuar, não
Eu não quis reprimir, não
Eu não quis recear...
Porque contra o bem nada fiz
E eu só quero algum dia
Ser feliz como eu sou infeliz...
Essa outra é uma das minhas prediletas do Pixinguinha. Maravilhosa!
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
sábado, 23 de junho de 2012
Final feliz
Ter coragem para tomar decisões difíceis, porém necessárias é libertador! Desapegar é difícil mas quando conseguimos sentimos uma força que nos deixa poderosos! Optar pelo desconhecido em detrimento do velho pode gerar medo, mas sair da inércia é uma vitória maior que insistir naquilo que nos corrói e destrói a beleza da nossa alma. Vamos enfeitar nossa alma e desejar uma vida boa para aqueles que não mereceram nossa confiança. Respeito não se exige, a gente se dá através de ações.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Somos muito pretensiosos
Não quero fazer um texto barroco, cheio de frases de efeito e colocações que fadigam nossa faculdade da inteligência. Quero dizer de forma clara e coesa o que penso sobre a nossa enorme pretensão de achar que sabemos de algo, ou que algo que sabemos é absoluto, uma Verdade com "V" maiúsculo. Não é. Pra mim não é porque para começar eu não acho coerente que diante da infinitude do universo e da vida _ ou das vidas, que possamos impor para o outro alguma visão fechada sobre qualquer coisa ou valores que cultivamos. Vou exemplificar: Você quer comprovar algo na sua vida, não através da crença, mas da sua vivência pessoal. Daí surge uma oportunidade e você entende aquilo que queria entender... Passa a tomar aquela experiência como uma verdade para si mesmo - aquilo fica internalizado. Ás vezes é algo que coincide com outras ideias, pensamentos alheios que passaram pelo mesmo caminho. O problema todo é quando você vive uma experiência com o outro, e tal experiência é oposta ao que você havia antes internalizado como sua verdade, mas por conta dessas "verdades", você acaba por querer impor ao outro uma visão que não dá margem a outras maneiras de vêr (ouvir, sentir, traduzir).
Faço muito essa auto-crítica, de tentar confrontar minhas visões com o universo do outro, assim talvez surja em mim uma flexibilidade mental que se manifesta através da compreensão. Eis que surge outro problema, quando o outro não consegue lidar da mesma forma como você faz com questões as quais há divergência entre os dois. Nesse caso há uma disputa de quem tem mais razão e de quem deveria abrir mão, ou ser mais tolerante. O auto-orgulho se manifesta através da arrogância e fica mais evidente ainda quando a pessoa tem sua segurança pessoal mal trabalhada.
Essas cotizações de "quem dá mais" (quem vacilou mais, quem se doou mais, etc) se tornam cada vez mais acirradas, levando as pessoas à uma estafa mental e emocional, algo que consome energia e nos tira a luz. Não é bom pra ninguém, eis o maior motivo de todas as guerras, a falta de compreensão e a enorme pretensão em achar que podemos reduzir o mundo (de fora/ do outro) a somente nossa opinião.
Quando somos imaturos, achamos que sabemos tudo, quanto mais buscamos entender a vida e nos conhecer, com anelos de superação, mais notamos o quão vantajoso é cultivarmos o "só sei que nada sei", claro que nossas experiências pessoais e verdades nos ajudam a fazer escolhas, mas isso é para nós e não para impor ao outro, impor ao outro a sua forma de pensar e agir é além de desrepeituoso é invasivo!
Esse texto é para deixar uma simples mensagem: que tenhamos mais humildade para rever nossas atitudes e escolhas, que tenhamos coragem para assumir quando não agimos de forma correta com o outro, ou que se nós os magoamos, mesmo quando acreditamos ter "razão", que tenhamos algo acima dessa razão, que eu chamaria de altruísmo para conseguir enxergar o impacto das nossas ações no interno do outro. Por fim, que tenhamos muito claro a ideia de que ainda precisamos comer muito arroz e feijão e viver muitas etapas de vida para poder chegar a conclusão de que quanto mais sabemos, mais precisamos saber - e isso nós dá segurnaça e não uma falsa sensação de possuir algo no mundo das ideias- que só nos faz materializar (más) ações que no final se voltam contra nós mesmos, nos defrauda, e é assim que agimos contra nós, quando estamos nesse estado de vida inconsciente e falamos com a voz do sistema instintivo e não da Razão.
Inteligência não é quantidade de conhecimento que você acumula, e sim a forma que você dá aos conhecimentos que acumula, ou como você aplica tais conhecimentos a sua vida; através de palavras, ações e do exemplo.
JM.:
Faço muito essa auto-crítica, de tentar confrontar minhas visões com o universo do outro, assim talvez surja em mim uma flexibilidade mental que se manifesta através da compreensão. Eis que surge outro problema, quando o outro não consegue lidar da mesma forma como você faz com questões as quais há divergência entre os dois. Nesse caso há uma disputa de quem tem mais razão e de quem deveria abrir mão, ou ser mais tolerante. O auto-orgulho se manifesta através da arrogância e fica mais evidente ainda quando a pessoa tem sua segurança pessoal mal trabalhada.
Essas cotizações de "quem dá mais" (quem vacilou mais, quem se doou mais, etc) se tornam cada vez mais acirradas, levando as pessoas à uma estafa mental e emocional, algo que consome energia e nos tira a luz. Não é bom pra ninguém, eis o maior motivo de todas as guerras, a falta de compreensão e a enorme pretensão em achar que podemos reduzir o mundo (de fora/ do outro) a somente nossa opinião.
Quando somos imaturos, achamos que sabemos tudo, quanto mais buscamos entender a vida e nos conhecer, com anelos de superação, mais notamos o quão vantajoso é cultivarmos o "só sei que nada sei", claro que nossas experiências pessoais e verdades nos ajudam a fazer escolhas, mas isso é para nós e não para impor ao outro, impor ao outro a sua forma de pensar e agir é além de desrepeituoso é invasivo!
Esse texto é para deixar uma simples mensagem: que tenhamos mais humildade para rever nossas atitudes e escolhas, que tenhamos coragem para assumir quando não agimos de forma correta com o outro, ou que se nós os magoamos, mesmo quando acreditamos ter "razão", que tenhamos algo acima dessa razão, que eu chamaria de altruísmo para conseguir enxergar o impacto das nossas ações no interno do outro. Por fim, que tenhamos muito claro a ideia de que ainda precisamos comer muito arroz e feijão e viver muitas etapas de vida para poder chegar a conclusão de que quanto mais sabemos, mais precisamos saber - e isso nós dá segurnaça e não uma falsa sensação de possuir algo no mundo das ideias- que só nos faz materializar (más) ações que no final se voltam contra nós mesmos, nos defrauda, e é assim que agimos contra nós, quando estamos nesse estado de vida inconsciente e falamos com a voz do sistema instintivo e não da Razão.
Inteligência não é quantidade de conhecimento que você acumula, e sim a forma que você dá aos conhecimentos que acumula, ou como você aplica tais conhecimentos a sua vida; através de palavras, ações e do exemplo.
JM.:
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Amor de borboleta
A moça da vila podia estar apaixonada. Ela não era boba, já tinha visto de tudo e sabia o que era o amor. Aos pouquinhos o sedutor herói foi brincando com as moças todas, mas um dia por ela se apaixonou. Era de fadas o conto, mas as bruxas estavam soltas.
Os dois foram se descobrindo - como em um canto sacro, alí havia um romantismo poético que transcendia qualquer tentativa de articular um raciocínio mais lógico. A embriaguez do amor os fazia imaginar todo tipo de realidade virtual... O príncipe e a princesa.
Como em qualquer conto de fadas, aquilo também estaria sujeito as más influências externas, forças negativas iam se acumulando ao redor e obscurecendo o sentimento que de puro no começo, passava a um tom acizentado... Medos, inseguranças, desconfianças, pequenas mentiras - temor das grandes...
Eles formavam um casal bem convincente, se pareciam até na fisionomia, tinham os mesmos valores, eram uma espécie muito diferente em um mundo moderno, eles gostavam do clássico e cultivavam o espírito.
Como então poderes externos puderam ser tão influentes a ponto de deixar uma áurea de desconfiança, onde tudo que é dito é mal entendido, tudo que é feito é visto de forma negativa, tudo é distorcido...
A moça da vila, em tom de desespero, se sentia insegura e angustiada - pois sabia que já o amava. Aquele herói havia feito ela passar por situações constrangedoras, outras até desrespeituosas... Mas o amor falava mais alto, ela sentia que devia insistir... Procurou refúgio na Paz, e no coração da capela pediu que Nossa Senhora da Paz lhe desse Paz! Do fundo do seu peito, com toda honestidade que havia dentro de si, a jovem pediu que se aquele amor fosse sinônimo de escuridão, que a santa a libertasse dele. Mas que se ao contrário, fosse o amor verdadeiro, que então fosse protegido.
No dia seguinte o herói foi abatido pelos zombadores... Colocaram-o louco, em cólera ele começara a delirar... Falava coisas sem sentido e em tom ácido ia aos pouquinhos golpeando o coração da moça, que se desmanchava e não queria acreditar - ela queria que fosse ele o homem a quem ela definitivamente entregaria seu coração cultivado, longos anos de religare, sozinha.
No fim, em muito pouco tempo a corda que os conectava já estava tão gasta que rompeu... E depois uma chuva de maus pensamentos fechou a noite, uma tempestade de anti- amor, e então o herói se mostrou um anti-herói, ficou louco e amargo, e a moça então percebeu que se libertara de algo que só poderia ser bom, se fosse verdadeiro, honesto, com respeito, com cumplicidade...
Mas a Paz ainda demoraria um pouco, talvez nunca mais fosse a mesma, aquela ilusão era bonita demais pra ter sido somente uma visão.
Os dois foram se descobrindo - como em um canto sacro, alí havia um romantismo poético que transcendia qualquer tentativa de articular um raciocínio mais lógico. A embriaguez do amor os fazia imaginar todo tipo de realidade virtual... O príncipe e a princesa.
Como em qualquer conto de fadas, aquilo também estaria sujeito as más influências externas, forças negativas iam se acumulando ao redor e obscurecendo o sentimento que de puro no começo, passava a um tom acizentado... Medos, inseguranças, desconfianças, pequenas mentiras - temor das grandes...
Eles formavam um casal bem convincente, se pareciam até na fisionomia, tinham os mesmos valores, eram uma espécie muito diferente em um mundo moderno, eles gostavam do clássico e cultivavam o espírito.
Como então poderes externos puderam ser tão influentes a ponto de deixar uma áurea de desconfiança, onde tudo que é dito é mal entendido, tudo que é feito é visto de forma negativa, tudo é distorcido...
A moça da vila, em tom de desespero, se sentia insegura e angustiada - pois sabia que já o amava. Aquele herói havia feito ela passar por situações constrangedoras, outras até desrespeituosas... Mas o amor falava mais alto, ela sentia que devia insistir... Procurou refúgio na Paz, e no coração da capela pediu que Nossa Senhora da Paz lhe desse Paz! Do fundo do seu peito, com toda honestidade que havia dentro de si, a jovem pediu que se aquele amor fosse sinônimo de escuridão, que a santa a libertasse dele. Mas que se ao contrário, fosse o amor verdadeiro, que então fosse protegido.
No dia seguinte o herói foi abatido pelos zombadores... Colocaram-o louco, em cólera ele começara a delirar... Falava coisas sem sentido e em tom ácido ia aos pouquinhos golpeando o coração da moça, que se desmanchava e não queria acreditar - ela queria que fosse ele o homem a quem ela definitivamente entregaria seu coração cultivado, longos anos de religare, sozinha.
No fim, em muito pouco tempo a corda que os conectava já estava tão gasta que rompeu... E depois uma chuva de maus pensamentos fechou a noite, uma tempestade de anti- amor, e então o herói se mostrou um anti-herói, ficou louco e amargo, e a moça então percebeu que se libertara de algo que só poderia ser bom, se fosse verdadeiro, honesto, com respeito, com cumplicidade...
Mas a Paz ainda demoraria um pouco, talvez nunca mais fosse a mesma, aquela ilusão era bonita demais pra ter sido somente uma visão.
domingo, 10 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
O poema do herói de Strauss
A natureza é a mesma, e nossa biologia é burra, deveria ser mais certeira, mais adaptada aos dias de hoje.
Essa obra do Strauss (Till Eulenspiegel) retrata um herói, simbolizado por dois temas colocados nos primeiros compassos da obra:
1- onde brinca com as mulheres e arma um enorme confusão – a ação dos
pratos na orquestra indica esta cena . 2- Fugindo, o herói em seguida, traveste-se de
padre (melodia das violas e fagotes) para pregar um sermão bem moralista. Encontra
por fim, uma bela moça e se apaixona inutilmente. Sua próxima aventura, vê-se Till
diante de sérios pedagogos (passagem dos 4 fagotes e um clarinete baixo) tendo com
eles uma conversa pretensamente profunda.
No fim ele é condenado à morte e é enforcado. Mas há uma sugestão de que associa a execução do herói a uma inesperada ressurreição.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Não quero me perder por osmose no outro.
Joaninha é solteira. Faz o que lhe dá prazer, escolhe o que quer pro seu futuro e programa seu tempo para si mesma. Tem tempo pra qualquer coisa que ela queira e ama ter controle total de sua vida... Se sente livre, independente, dona do seu nariz, ideias, horas, humores, ações...
Joaninha vive essa liberdade até sentir-se tão cheia dela e de todas as infinitas oportunidades (de ser dona de si mesma) que começa a sentir falta do oposto... De ter algo ou alguém que lhe tire do conforto e da segurança de pertencer a si mesma.
O perigo rodeia Joaninha, que se sente ameaçada e atraída ao mesmo tempo... Seria ele uma armadilha para que todo o mundo de Joaninha acabe de uma vez só?
O Grilo não parava de cantar, ele tinha tantas habilidades e espertezas que a Joaninha começava a achar que aquele ser que ela ignorara anteriormente, poderia se tornar um par para os momentos em que Joaninha sentia vontade de compartilhar a vida... E eram muitos esses momentos; quando ela conquistava algo importante, quando cozinhava algo mágico, quando estava reflexiva, quando ia à livraria, quando caminhava na praia, quando estudava na biblioteca, quando saía para se divertir, ir ao cinema, pintar, desenhar, ouvir música clássica, uma ópera, um forró, um jazz, fazer compras e dormir em forma de polvo.
Joaninha começava a viver um dualismo, de um lado o prazer de ser dela mesma, de não se enganar com nenhum cantor de cantadas baratas, de não sofrer de amor e não se iludir e sentir dor. Por outro lado ela queria um dançarino para a valsa da vida, que acompanhe um passo pra lá e dois pra cá, que saiba conduzir os momentos certos com leveza ou com firmeza... Nisso o Grilo até se encaixou.
Viveram momentos mágico, lindos, fofos, maravilhosos e também tensos, de descobertas, de entendimento e cumplicidade... Eles se amaram antes da dança e se apaixonaram depois, e logo se amaram e se apaixonaram durante.
Tudo ia bem até que Dona Joana percebeu que se sentia estranha. Já não era ela mesma com seus pensamentos autônomos, suas vontades individuais e seu canto com sua dança... Ela estava toda misturada com o Grilo. Pensava como ela e ele, agia como ela e ele, sentia como ela e ele e não sabia mais quem ela era, o que queria e pra onde ia. Ah não! - Joaninha começava a ficar de asas em pé! Algo devia ser feito antes que ela perdesse suas bolinhas pretas e mudasse de cor - ela não gostava de verde!
Nesse momento uma velha amiga, a corujinha da janela se aproximou e disse:
_ "Minha querida, você sendo tão sensível e estando tão envolvida com o grilo poeta deve tomar cuidado: precisa lembrar sempre que possui uma identidade única, és um ser especial, e não deves jamais se perder na força dessa energia Grilesca alheia.... Para tal vou lhe dar um conselho: quando sentires que estas mudando de cor - para um tom esverdeado, pare e reflita: procure lembrar da sua vida sem ele e de como fazia para se sentir feliz. Depois junte a imagem dele aos seus momentos felizes sozinha e procure fazer com que ele faça parte do seu mundo, e não só você do dele. Procure não deixar de fazer o que fazia antes, também se permita estar em compania só de si. Tenha tempo para amigas, para ouvir sua música, ir à livraria sozinha, e até viajar... Assim o grilo será sempre verde e você sempre chic, red com paetês pretos e ambos nunca deixarão de se amar justamente por isso".
Joaninha percebeu o quão difícil, porém essencial era aquele ensinamento da Dona Coruja e a partir de então passou a cuidar para não se perder por osmose no outro. O Grilo ficou contente de ter uma companheira que além de formosa, talentosa, linda, cheirosa, prendada e inteligente (resumo da lista do livro de qualidades - risos)... Ainda era ela mesma - e não ele refletido.
Continuação feliz! (not the end, the end é muito limitado!)
JM.: todos os direitos reservados
Joaninha vive essa liberdade até sentir-se tão cheia dela e de todas as infinitas oportunidades (de ser dona de si mesma) que começa a sentir falta do oposto... De ter algo ou alguém que lhe tire do conforto e da segurança de pertencer a si mesma.
O perigo rodeia Joaninha, que se sente ameaçada e atraída ao mesmo tempo... Seria ele uma armadilha para que todo o mundo de Joaninha acabe de uma vez só?
O Grilo não parava de cantar, ele tinha tantas habilidades e espertezas que a Joaninha começava a achar que aquele ser que ela ignorara anteriormente, poderia se tornar um par para os momentos em que Joaninha sentia vontade de compartilhar a vida... E eram muitos esses momentos; quando ela conquistava algo importante, quando cozinhava algo mágico, quando estava reflexiva, quando ia à livraria, quando caminhava na praia, quando estudava na biblioteca, quando saía para se divertir, ir ao cinema, pintar, desenhar, ouvir música clássica, uma ópera, um forró, um jazz, fazer compras e dormir em forma de polvo.
Joaninha começava a viver um dualismo, de um lado o prazer de ser dela mesma, de não se enganar com nenhum cantor de cantadas baratas, de não sofrer de amor e não se iludir e sentir dor. Por outro lado ela queria um dançarino para a valsa da vida, que acompanhe um passo pra lá e dois pra cá, que saiba conduzir os momentos certos com leveza ou com firmeza... Nisso o Grilo até se encaixou.
Viveram momentos mágico, lindos, fofos, maravilhosos e também tensos, de descobertas, de entendimento e cumplicidade... Eles se amaram antes da dança e se apaixonaram depois, e logo se amaram e se apaixonaram durante.
Tudo ia bem até que Dona Joana percebeu que se sentia estranha. Já não era ela mesma com seus pensamentos autônomos, suas vontades individuais e seu canto com sua dança... Ela estava toda misturada com o Grilo. Pensava como ela e ele, agia como ela e ele, sentia como ela e ele e não sabia mais quem ela era, o que queria e pra onde ia. Ah não! - Joaninha começava a ficar de asas em pé! Algo devia ser feito antes que ela perdesse suas bolinhas pretas e mudasse de cor - ela não gostava de verde!
Nesse momento uma velha amiga, a corujinha da janela se aproximou e disse:
_ "Minha querida, você sendo tão sensível e estando tão envolvida com o grilo poeta deve tomar cuidado: precisa lembrar sempre que possui uma identidade única, és um ser especial, e não deves jamais se perder na força dessa energia Grilesca alheia.... Para tal vou lhe dar um conselho: quando sentires que estas mudando de cor - para um tom esverdeado, pare e reflita: procure lembrar da sua vida sem ele e de como fazia para se sentir feliz. Depois junte a imagem dele aos seus momentos felizes sozinha e procure fazer com que ele faça parte do seu mundo, e não só você do dele. Procure não deixar de fazer o que fazia antes, também se permita estar em compania só de si. Tenha tempo para amigas, para ouvir sua música, ir à livraria sozinha, e até viajar... Assim o grilo será sempre verde e você sempre chic, red com paetês pretos e ambos nunca deixarão de se amar justamente por isso".
Joaninha percebeu o quão difícil, porém essencial era aquele ensinamento da Dona Coruja e a partir de então passou a cuidar para não se perder por osmose no outro. O Grilo ficou contente de ter uma companheira que além de formosa, talentosa, linda, cheirosa, prendada e inteligente (resumo da lista do livro de qualidades - risos)... Ainda era ela mesma - e não ele refletido.
Continuação feliz! (not the end, the end é muito limitado!)
JM.: todos os direitos reservados
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Etiqueta do amor
Uma espécie de guia de auto-ajuda sem a menor vergonha de se dizer como tal...
Acumulamos experiências de vivências que ao longo da vida se transformam em diretrizes para que cheguemos a um tipo de conhecimento interno que ajuda nas escolhas, como por exemplo, passamos a detectar certos tipos de pessoas que não são de maneira alguma, compatíveis com nosso jeito.
Quando conseguimos não errar de novo, ganhamos tempo, e tempo é vida.
Com base em experiências pessoais, resolvi escrever um auto-guia para que eu me lembre de algumas formas de conceber um (bom) relacionamento. Uma espécie de guia de auto ajuda pessoal sem a menor vergonha de se dizer como tal... Talvez possa servir também para quem se identificar, assim desejo que seja útil a reflexão, por isso compartilho.
1. Não se doe esperando algo em troca. Pessoas que vivem cotizando carinho, amor e atenção, são seres suscetíveis à frustração, estão sempre sentindo que dão demais e recebem de menos. Dê na medida em que for verdadeiro, não espere nada em troca, mas não sufoque o outro, caso perceba que seu momento é outro.
2. Seja razoável, se sentir que a relação está desequilibrada, se volte para o seu interno e reflita se não se trata de uma fase de carência, ou se a insegurança o faz agir de forma desproporcional. Seja mais racional para não se iludir no labirinto dos sentimentos e emoções, que nem sempre são em relação ao outro, e sim, uma necessidade de se sentir valorizado. Isso é falta de amor próprio.
3. Se ame em primeiro, segundo, terceiro... décimo lugar. Você é a pessoa mais interessante da terra para si mesmo. Se cuide, se valorize, se dê de presente coisas que o façam uma pessoa melhor e mais evoluída. Assim você não corre o risco de viver a vida do outro, que um dia pode se cansar de você (dele mesmo refletido na sua pessoa) e então só restará o outro em si mesmo; que triste. Possuímos uma individualidade própria porque somos unos, inteiros, íntegros... Não vale a pena se perder por osmose na individualidade alheia.
4. Se permita viver sem medos. O medo paralisa, atrai negatividades e plasma seus piores pesadelos. O medo nos faz ter a falsa ilusão de que o pior pode e vai acontecer. Anteponha ao medo a valentia e tenha coragem de fazer escolhas, mesmo correndo riscos. A vida fica muito mais emocionante e real e o tempo não passa em vão.
5. Tenha dignidade sempre. Não faça aquilo que não acredita só para agradar o outro. Saiba se colocar quando preciso for, saiba se retirar caso precise, para não se retirar tarde demais e de cabeça baixa.
6. Não aceite críticas destrutivas
7. Não permita que o mal humor alheio te deixe pra baixo, fuja, dê um tempo, ajude no que for preciso mas não se identifique com o " inferno astral" ou "karma" dele.
8. Tente não levar ao outro assuntos que conduzam à uma órbita de polêmicas, irritabilidade, etc. A não ser que vocês queiram discutir filosoficamente assuntos como religião, política e futebol.
9. Não seja sentimentalista. É diferente de ser sensível. A mulher sensível é aquela que tem dentro de si um pêndulo da justiça e um radar da Verdade. Ela sente a energia ao redor, sente o estado do seu companheiro, sente a si mesma e com base nessas intuições e sensibilidades; ela conduz da melhor forma o convívio diário. É diferente da mulherzinha que vive chorando para chantagear e conseguir o que sua vaidade quer. Insuportável gente assim.
10. Se conheça o suficiente bem para saber que no dia em que está de tpm, seus hormônios à flor da pele ou se sentindo gorda, feia ou infeliz... Esse não é o melhor momento para discutir a relação. Estamos sujeitos à interferências mundanas de toda índole, absorvermos energias, podemos estar mais abertos para conceber pensamentos negativos e se não ficamos atentos, corremos o risco de tornar uma chuva em uma tempestade.
11. Entenda que o mecanismo mental e os sistemas sensíveis do homem e da mulher possuem diferenças. Por isso, não espere do outro que ele veja, sinta e reaja da mesma forma que você. Entenda as diferenças e as use a seu favor, deixando o outro à vontade.
12. Nunca ache que possui liberdade demais a ponto de falar qualquer coisa (íntima e pessoal) ou de fazer qualquer coisa (íntima) na frente do outro. Isso tira o encanto e pode ser muito deselegante.
13. Saiba o que você quer dêsde o início e tenha seus valores e escolhas sempre em paralelo ao que vive com o outro. Assim você pode escolher melhor se ele/ela é realmente quem você deseja compartilhar a vida e dar um passo à frente.
14. Não tente ser aquilo que você não é. Seja natural, se o outro não gostar, é porque não era pra ser.
Direitos reservados - JM.:
Continuo quando vier mais inspiração e outras vivências!!! hasta luego!
Rio, 05 de junho
Essa etiqueta do amor só serve mesmo quando o que está aqui também é interiorizado... Coisa rara quando se está apaixonado, a paixão é uma sensação que se relaciona com a cegueira, a surdez e a insensatez... Mas é ótimo se sentir apaixonado. Meu próximo post será sobre a importância de mantermos a nossa individualidade em qualquer relacionamento, na vida em geral.
domingo, 6 de maio de 2012
Quem que é esse tempo que vos fala?
Eis o tempo... Não medimos por quantidade nem só por qualidade... Ele chega e quando olhamos já foi. O tempo interno, o tempo alheio, o tempo ação, o tempo percepção... O tempo sentimento é o único que faz a gente entrar em contato com algo que não está nem aqui, nem ontem nem amanhã.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
E o amor hoje, é real? A opção família e filhos é tradição ou pode ser moderna?
Havia uma discussão na
mesa. Eram mulheres cultas e havia um gay, culto também. Ah, também tinha um
homem, desses sensíveis....
A discussão foi parar no
sentido do amor, da família e por fim nas questões sobre ter ou não ter filhos e
suas implicações nos dias de hoje. Eram todas "maduras", umas não
tinham mais essa opção, escolher ou não, simplesmente escolheram em um passado
próximo, e então falavam, justificavam e ilustravam os seus valores e como se
sentiam hoje. Outras ainda poderiam escolher, mas seria já fazendo parte de um
grupo diferenciado, a gravidez tardia. Acho que somente uma das moças estava na
fase em que as mulheres mais engravidam. A fase onde a sociedade ainda
não sabe o que ela pretende, geralmente as novas balsacas são aquelas que ficam
sob observação da família e dos próximos, parece que paira no ar uma
expectativa: será que vai ou fica? Sobretudo se a moça for solteira e sem
planos ou romances à vista...
O amor é algo esquisito
demais. Na juventude ele é lírico, romântico, poesia que se escreve com letras
em estilo barroco, com formas orgânicas. Ele tem cheiro de flor e incenso, ele
brilha como uma vela na janela, reflete uma luz como a da lua na escuridão. O
amor inocente é lindo, é puro e sacana, mas esse sacana é leve, diferente do
amor maduro.
Depois de muitos amores
puros, leves, sacanas, românticos e fantasiosos... A gente fica cansada, chega
um momento em que se não nos prendemos ao que é considerado "sério",
ficamos à margem, e daí surgem tantos outros interesses
"fundamentais" que a dificuldade em sair dessa zona de conforto do
"eu com eu", se torna um desafio.
Me vi ali, diante de
olhares do mundo, mulheres que preferiram ser elas por elas, sem filhos, sem
romances formalizados... Elas casaram com suas profissões, acho que seus ideais
eram os da liberdade absoluta, da independência de serem donas do próprio tempo
e nariz.
Mas, não sei, minha razão
achava aquilo tudo maravilhoso, eu mesma já pensei assim tantas vezes, ainda
mais descobrindo tantos caminhos que sozinha ficam mais próximos, ainda mais
assistindo a enunciação de um mundo cada vez mais e mais injusto, duro, árduo
de se viver e conseguir um lugar ao sol... Essa era a voz objetiva, lógica...
Mas sou um ser antagônico, e para não perder a crítica, me vi vendo, ou melhor,
sentindo um outro lado que falava
baixinho e tímido - mas me direcionava a atenção: dizia-me que não preciso ir
na mesma direção, que poderia haver outras saídas, outras formas de ter o amor
da família, a tradição de uma forma moderna,
ou melhor dizendo, funcional aos tempos de hoje. "Funcional" é muito
racional! Então, pensei no amor do homem e da mulher, acho que estou divagando...
O amor existe hoje? De hoje até quando? O amor é circunstancial e muda com
nossas mudanças, visões de mundo, valores? Ou é algo metafísico, espiritual?
Existiria um amor capaz de fazer com que não desejemos sair de uma relação no
meio dela e experimentar outros gostos, toques, momentos e mundos? Soa tão
entediante esse amor eterno... Mas ao mesmo tempo ele é tão desejado! Tão
buscado... Será por ser esse amor, um tipo imaginado, um mito, e por isso mesmo
é que nós tentamos buscá-lo? Por ser algo inalcançável, platônico, virtual?
Mais uma vez me acho pouco prática e me deparo com outra questão
existencialista, e o que afinal é real?
Janara
Morenna, 17:55, Rio, 30 de abril de 2012.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Que inimigo?
16 de abril 2012: Eu desejo para mim e para todos os que querem evoluir, jamais retroceder, que tenhamos força para vencer nosso maior inimigo: nós mesmos. Nossa mente é tão poderosa que pode nos enganar. Pode nos levar pra qualquer canto, inclusive pra bem longe dos nossos sonhos e objetivos. Por isso, essa semana quero que meus amigos pensem nisso, só nós podemos nos boicotar de fato. Boa semana.
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domingo, 8 de abril de 2012
salvo ou não salvo?
Momentos de criação
Salvo ou não salvo?
Salvo o blog das palavras? Mesmo mudando o repertório?
Acordei com fome de algo que eu não sabia o quê. Sou dessas que obedece os impulsos naturais e tenta “mimar” meus desejos mais primitivos: comer.
Analisando a geladeira, que ótima terapia, olhava para cada item com calma, e então, após “satisfazer a última necessidade”, que se chamava “doce”, voltei para minha deliciosa cama... Eis que percebi outra necessidade... A de pensar. Se contrapondo a outro tipo de necessidade, aquela que é real, vêm da razão, me deparei com um conflito; preciso dormir porque quero acordar cedo, mas não consigo frear o impulso dos pensamentos que veem e que, como em relâmpagos, me fazem entender alguma coisa de antes ou suspeitar alguma outra coisa de algo que eu não sei o que é.
Comecei a pensar no meu sonho; por que aquelas pessoas, por que faziam o que faziam, e enquanto isso, tudo se embaralhava... e um outro pensamento que se sobrepunha dizia: a única verdade mesmo é piegas, eu só sei que não sei de nada mesmo. Sou (e somos) um “nadica”... Não podemos ter nenhuma arrogância (!!!).
Tudo que eu achava que um dia eu sabia, no outro vejo alguma Verdade maior que faz com que o que eu sabia seja reduzido a pó... Nessas horas tenho até vontade de excluir esse blog.
Esse blog começou como um lugar onde eu poderia continuar minhas “buscas”, sim, no sentido popular, esse termo “buscadora” significa alguém que procura sempre entender a vida sob um paradigma que a eleve a uma iluminação pessoal... Existem mil maneiras de explicar o que é ser uma buscadora, mas acho que posso reduzir tudo a alguém que procura conforto. Sim, tais inquietudes (existenciais) são às vezes tão apavorantes, que o mais fácil é procurar através de razões, as desculpas para cada coisa de errado ou estranha que acontece no nosso dia a dia.
Ao longo de 30 anos, acumulei muitas inquietudes – sei que isso não mudará, sou uma curiosa faminta, esfomeada... Eu achava, não sei por que, mas suspeito de vários fatores (adiante narrarei), que eu tinha que entender o mundo. Deparei-me com um contexto curioso, cresci convivendo com um filósofo, um intelectual que apesar de péssima pessoa, mau, bruto... Era muitíssimo culto e inteligente (sim, muito contraditório mesmo, ah, ele também era geminiano...). Tive também um avô postiço, pai do meu “pai-drinho”, aquele que representava o pai no sentido nobre da palavra, esse avô era jornalista e escritor. Tinha em sua casa somente estantes recheadas com livros, mal se podia ver as paredes, ele leu até a sua morte em ritmo constante, por vezes, relia o mesmo livro várias vezes, pois estava “esquecido”.
Ambos “curtiam” de tudo e nesse tudo vinha muita coisa do mundo de lá (ou que pretendia explicar). Dos fenômenos empíricos, experimentalistas ao culto a magia...de templários aos pais da psicologia...
Dentro da minha subjetividade surgia uma certa pessoa, que mal sabia suas referências, ouvia que seu nome diferente era indígena. Sua história “diferente” era totalmente mística, sua origem também... Isso tudo se misturava com suas atividades também estranhas... Sonhos reais, pré-munições, o hábito de se isolar do mundo – mas descrevê-lo em ilustrações e pinturas, e a vontade de ler ou conversar com pessoas muito mais velhas, desde muito pequena. Lógico que essa pessoa cresceu confusa e teve muitos problemas de auto-aceitação ou de ser aceita em seu meio social.
Felizmente o tempo passou – e nada é para sempre... Mas a sede de tentar “achar” e de me mimar continuou. Hoje consegui conquistar uma etapa em que terei oportunidade de elevar meu conhecimento a um estágio que jamais pensei, e com incentivos, pois desta vez é algo formal, ou seja, estou inserida em um contexto social ao qual tenho subsídio para prosseguir, seguindo claro, muitas e muitas regras.
Aprender filosofia, entender a constituição do mundo – de forma mais profunda, conviver com mentes férteis e ter motivos para me esforçar no sentido de abarcar todo esse mundo do conhecimento clássico e ainda do que há por vir, não preciso dizer que é “perfeito”, mas tem um preço: saber que o mundo é uma cortina que precisa ser removida causa angústia.
Tenho tanto o que aprender.... Saber que tudo o que eu vi, li e apreendi pode ser nada perto de grandes verdades muito mais profundas, que para eu entender, preciso ir muito mais além, o que causa um sentimento de impotência e frustração, claro, misturado com (muita) ansiedade e vontade de possuir dias com 50 horas.
Diante de tudo isso que acontece dentro, o impulso de levantar e colocar nessas letras o que a mente não deixa traduzir legitimamente, é um exercício que requer clareza de ideias e muito senso crítico... (mas eu precisava dormir para acordar cedo, tenho que pedalar antes de estudar, diz o racional).
Aqui estou, diante de um paradoxo, tudo que eu disse nesse blog, quando olho sua construção, mal sabia onde queria chegar, e hoje sei que está longe de eu saber para onde ir, só sei que de frases de auto ajuda, vou passar por Lacan, Freud, Nietzsche, pelos gregos, pelos mitos, pelos modernos...Mas que seja sem PRETENSÃO alguma (repito que sempre foi, basta ler sua introdução, ao lado da ilustração), somente com o objetivo (se é que posso chamar de objetivo) do registro.
Se assim um dia servir como âncora para respostas às minhas manifestações mais íntimas, então eu saberei que tive sim um objetivo e que este se cumpriu (ou não) com a continuidade deste blog, que visto e revisto por mim, por outros, e também (ou principalmente) pelos medíocres que buscam entender a mim, (o outro) e não a si próprios - esses sim, nunca me entenderão, eu os desapontarei sempre, pois mesmo parecendo, mesmo sendo óbvio que toda a essência está aqui, eu digo que não! Isso é menos que um fragmento, e segue uma linha, mas são muitas as linhas....Em outras palavras: Eu não estou aqui!
Para fechar me coloco em outro paradoxo, um que nunca entendi, somente a explicação da astrologia “deu conta”: é o de como eu não consigo sentir ódio/raiva/ etc., pelos infelizes que passaram trazendo angústias e sofrimento? Na astrologia dizem que para o pisciano esse mundo é tão irreal e nada menos que um estágio, uma escola para o que está por vir, que assim sendo, os piscianos são os últimos do zodíaco, a última encarnação aqui , carregam um pouquinho de cada signo, e é por isso que se tornam seres altamente compreensivos e alheios à realidade objetiva, preferindo sempre “entender” as dimensões subjetivas para justificar a má conduta alheia, trazem para o campo do aprendizado, do crescimento espiritual, etc.
Na filosofia budista há uma similaridade: a pessoa que te causa o mal estar, na verdade não é ela, e sim “a maldade”, que cumpre uma função que para nós (no fim) é positiva, pois nos serve para análise, entendimento e consequentemente nossa evolução. Ou seja, temos que entender o porquê daquilo que ocorre dentro de nós... E se entendemos, esses padrões deixam de aparecer na nossa vida.
Assim sendo me vejo muito pisciana e muito budista – mas isso não quer dizer que eu esqueça os fatos negativos passados, não, nesse caso aprendi com uma ciência chamada Logosofia, que: “recordar o bom para alentar a alma e o mal para adestrar o juízo”.
Agora acho que conseguirei voltar a dormir! Bons sonhos!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Texto da Flávia Camargo, muito interessante, do livro da própria (Diferenças em comum)
"Não preciso ficar com raiva do fato de a pessoa
que está criticando os meus defeitos ter defeitos também.
Infelizmente, quando recebo uma crítica de alguém,
ao invés de avaliar se eu realmente tenho aquela deficiência
que me apontaram, tenho o hábito de ficar pensando
se a pessoa que me criticou é isenta de máculas.
Mas cheguei à conclusão de que esse comportamento
não está correto, pois as falhas alheias
não são justificativas para que as minhas existam.
O problema é que é muito difícil dar razão a alguém
que também nos incomoda com as suas imperfeições,
e assim não temos vontade de nos corrigirmos,
atendendo ao pedido dela, se achamos
que ela também deve se corrigir.
Deixando-me levar por esse pensamento negativo,
eu dizia para mim mesmo que, enquanto a outra pessoa
não se corrigisse, eu também não iria me esforçar para ser melhor.
Apesar de ser a tendência da minha mente colocar como condição
para a minha melhora que o outro melhore primeiro,
pensar assim não é a solução.
A avaliação que faço de mim mesmo não deve depender
da comparação dos meus atributos com os de outra pessoa.
Então, mesmo que quem me critique possua vários defeitos,
devo dar atenção à sua crítica, caso o erro que ele me apontou
seja verdadeiro, pois o benefício do esforço em me superar
será meu e então devo fazer isso para o meu próprio bem.
Se eu não estava conseguindo enxergar a necessidade
de corrigir minhas falhas, é porque o amor-próprio
estava fazendo a minha personalidade reagir.
E definitivamente esse não é um motivo
justificável para a minha inércia.
Se a outra pessoa precisa melhorar em algum aspecto,
eu devo ser paciente, bem como devo me esforçar
para ajudá-la a mudar com o auxílio da minha compreensão.
E se eu preciso melhorar em outro aspecto,
devo fazê-lo imediatamente, a partir do momento
que constate o bem que isso irá me trazer.
Uma coisa é independente da outra.
Não importa se por acaso eu vou melhorar antes do outro.
O importante é que os dois estejam buscando a superação juntos."
Flavia Camargo (Diferenças em Comum)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Os Encantos da Filosofia Budista - Para Iniciantes
Simples e direta a explicação sobre o Karma dessa publicação:
Os Encantos da Filosofia Budista - Para Iniciantes
O poder da Lei Mística transforma o carma
Edição 2069 - Publicado em 29/Janeiro/2011 - Página Carma
Origem do termo
A palavra “carma” deriva do sânscrito “karma” e significa “ato” ou “ação”.
A palavra “carma” deriva do sânscrito “karma” e significa “ato” ou “ação”.
Realização ou resultado
Quando o budismo foi transmitido para a China, esta palavra foi traduzida utilizando o ideograma chinês ye (go, em japonês), que significa “ato” no sentido de realização ou resultado.
Quando o budismo foi transmitido para a China, esta palavra foi traduzida utilizando o ideograma chinês ye (go, em japonês), que significa “ato” no sentido de realização ou resultado.
O que dizia
Na Índia, o conceito ganhou força até mesmo no antigo pensamento indiano. As pessoas acreditavam que as circunstâncias do renascimento eram determinadas pelos seus atos bons e maus, ou seja, por seu carma.
Na Índia, o conceito ganhou força até mesmo no antigo pensamento indiano. As pessoas acreditavam que as circunstâncias do renascimento eram determinadas pelos seus atos bons e maus, ou seja, por seu carma.
Observe
O termo “carma” originalmente se referia tanto aos atos bons quanto aos maus. Mas, ao longo do tempo, passou a aplicar-se de maneira generalizada no sentido negativo. Talvez isso ocorra porque as pessoas têm mais dificuldade de esquecer os eventos negativos.
O termo “carma” originalmente se referia tanto aos atos bons quanto aos maus. Mas, ao longo do tempo, passou a aplicar-se de maneira generalizada no sentido negativo. Talvez isso ocorra porque as pessoas têm mais dificuldade de esquecer os eventos negativos.
Tema religioso
Dessa forma, a transformação do carma negativo tornou-se um dos temas religiosos mais importantes.
Dessa forma, a transformação do carma negativo tornou-se um dos temas religiosos mais importantes.
Hoje
Devido à visão fatalista incorporada ao longo do tempo, atualmente, para as pessoas, o conceito de carma é mais facilmente entendido como “destino” ou “sorte”.
Devido à visão fatalista incorporada ao longo do tempo, atualmente, para as pessoas, o conceito de carma é mais facilmente entendido como “destino” ou “sorte”.
Pode mudar?
No entendimento popular, a sorte ou o destino não podem ser mudados. Então, como fica o destino de um país, de uma pessoa ou da humanidade? Será que ele é passível de mudança?
No entendimento popular, a sorte ou o destino não podem ser mudados. Então, como fica o destino de um país, de uma pessoa ou da humanidade? Será que ele é passível de mudança?
Desejo universal
Em contradição, mudar o destino ou a sorte é o desejo universal de todas as pessoas. Por isso, supostamente, para encontrar resposta a essa questão surgiram os movimentos filosóficos e religiosos, incluindo aqui as grandes religiões mundiais.
Em contradição, mudar o destino ou a sorte é o desejo universal de todas as pessoas. Por isso, supostamente, para encontrar resposta a essa questão surgiram os movimentos filosóficos e religiosos, incluindo aqui as grandes religiões mundiais.
Passividade
Atualmente, mais e mais pessoas não aceitam a ideia de que alguma força superior ou divindade tem o poder de controlar seu destino. Isso acontece porque, quanto mais absoluto for o conceito de que uma força superior ou divindade controla o destino, mais passivas as pessoas se tornarão e mais insignificante parecerá sua vida.
Atualmente, mais e mais pessoas não aceitam a ideia de que alguma força superior ou divindade tem o poder de controlar seu destino. Isso acontece porque, quanto mais absoluto for o conceito de que uma força superior ou divindade controla o destino, mais passivas as pessoas se tornarão e mais insignificante parecerá sua vida.
Antes do budismo
Na Índia antiga, antes do surgimento do budismo, a ideia do carma era igualmente vista como absoluta, a ponto de acreditarem que as pessoas poderiam se libertar do ciclo de renascimento produzido pelo carma somente por meio de rituais religiosos executados pelo clero.
Na Índia antiga, antes do surgimento do budismo, a ideia do carma era igualmente vista como absoluta, a ponto de acreditarem que as pessoas poderiam se libertar do ciclo de renascimento produzido pelo carma somente por meio de rituais religiosos executados pelo clero.
Florescimento do budismo
Essa pode ter sido uma razão importante para o subsequente florescimento do budismo. Esse ensino libertou as pessoas da visão absolutista do carma ou destino, e enfatizou o poder do livre-arbítrio. Ensinou que tanto a formação como a libertação desse carma dependiam exclusivamente da vontade e dos atos da pessoa.
Essa pode ter sido uma razão importante para o subsequente florescimento do budismo. Esse ensino libertou as pessoas da visão absolutista do carma ou destino, e enfatizou o poder do livre-arbítrio. Ensinou que tanto a formação como a libertação desse carma dependiam exclusivamente da vontade e dos atos da pessoa.
O caminho do budismo
Por isso, o budismo é conhecido como o “caminho interior” em oposição ao “caminho exterior”, um termo usado para designar os ensinos não budistas.
Por isso, o budismo é conhecido como o “caminho interior” em oposição ao “caminho exterior”, um termo usado para designar os ensinos não budistas.
O Budismo Nitiren
A essência do Budismo Nitiren está em ver o carma como responsabilidade de cada pessoa. Esse é o significado de “caminho interior”. Mas os ensinos provisórios ou pré-Sutra de Lótus interpretaram este princípio de maneira equivocada.
A essência do Budismo Nitiren está em ver o carma como responsabilidade de cada pessoa. Esse é o significado de “caminho interior”. Mas os ensinos provisórios ou pré-Sutra de Lótus interpretaram este princípio de maneira equivocada.
Sutra de Lótus
O Sutra de Lótus é o ensino que liberta as pessoas fundamentalmente das amarras do destino por defender que todos possuem a natureza de Buda inerente. Quando se entende a doutrina da transformação cármica exposta no Sutra de Lótus, enxerga-se claramente o poder benéfico do Budismo de Nitiren Daishonin com relação a esse princípio.
O Sutra de Lótus é o ensino que liberta as pessoas fundamentalmente das amarras do destino por defender que todos possuem a natureza de Buda inerente. Quando se entende a doutrina da transformação cármica exposta no Sutra de Lótus, enxerga-se claramente o poder benéfico do Budismo de Nitiren Daishonin com relação a esse princípio.
Determinismo do carma
A visão do Sutra de Lótus sobre “expiar as ofensas” difere fundamentalmente daquela dos ensinos pré-Sutra de Lótus. O reconhecimento do livre arbítrio é uma das características mais distintas do conceito budista de carma. Entretanto, não se pode negar que, ao longo dos séculos, depois da morte de Sakyamuni, essa base primordial foi sendo esquecida, e o que passou a predominar foi uma ideia mais determinista do carma.
A visão do Sutra de Lótus sobre “expiar as ofensas” difere fundamentalmente daquela dos ensinos pré-Sutra de Lótus. O reconhecimento do livre arbítrio é uma das características mais distintas do conceito budista de carma. Entretanto, não se pode negar que, ao longo dos séculos, depois da morte de Sakyamuni, essa base primordial foi sendo esquecida, e o que passou a predominar foi uma ideia mais determinista do carma.
Por exemplo
Assim, era dito para as pessoas que elas vinham acumulando um número incalculável de faltas e más ações de suas existências passadas até o presente. Isso, naturalmente, faziam que se sentissem impotentes, sem esperanças, incapazes de erradicar um carma tão pesado.
Assim, era dito para as pessoas que elas vinham acumulando um número incalculável de faltas e más ações de suas existências passadas até o presente. Isso, naturalmente, faziam que se sentissem impotentes, sem esperanças, incapazes de erradicar um carma tão pesado.
Esta visão está errada
De acordo com a visão geral do carma, é impossível transformar e erradicar todas as causas ou o carma negativo que acumulamos ao longo de muitas existências, e que o máximo que podemos esperar é reduzir pelo menos uma pequena parcela desse saldo negativo que carregamos conosco, nas profundezas de nossa vida. Mas, enquanto isso, no decorrer dos dias, continuamos a acumular mais carma negativo decorrente de nossas ações e, presos a esse ciclo, acabamos desenvolvendo uma mentalidade pessimista e impotente.
De acordo com a visão geral do carma, é impossível transformar e erradicar todas as causas ou o carma negativo que acumulamos ao longo de muitas existências, e que o máximo que podemos esperar é reduzir pelo menos uma pequena parcela desse saldo negativo que carregamos conosco, nas profundezas de nossa vida. Mas, enquanto isso, no decorrer dos dias, continuamos a acumular mais carma negativo decorrente de nossas ações e, presos a esse ciclo, acabamos desenvolvendo uma mentalidade pessimista e impotente.
Como surgiu a visão equivocada?
Acredita-se que, em parte, teria sido por causa da intervenção de alguns clérigos corruptos. Em muitos casos, eles declaravam que as pessoas eram prisioneiras de seu carma e que somente o clero poderia erradicar seus maus atos do passado. Eles usavam sua autoridade religiosa como um instrumento de intimidação. Esses sacerdotes enfatizavam que o ser humano era uma criatura pecadora por natureza. Mas, na realidade, eram eles próprios os maiores pecadores que poderia haver.
Acredita-se que, em parte, teria sido por causa da intervenção de alguns clérigos corruptos. Em muitos casos, eles declaravam que as pessoas eram prisioneiras de seu carma e que somente o clero poderia erradicar seus maus atos do passado. Eles usavam sua autoridade religiosa como um instrumento de intimidação. Esses sacerdotes enfatizavam que o ser humano era uma criatura pecadora por natureza. Mas, na realidade, eram eles próprios os maiores pecadores que poderia haver.
Conclusão I
O Budismo Nitiren opõem-se às tendências desses ensinos errôneos. Ensina que podemos transformar nosso carma negativo completa e definitivamente. Esta é precisamente a razão de Daishonin ter enfocado a questão do carma.
O Budismo Nitiren opõem-se às tendências desses ensinos errôneos. Ensina que podemos transformar nosso carma negativo completa e definitivamente. Esta é precisamente a razão de Daishonin ter enfocado a questão do carma.
Conclusão II
O que liberta as pessoas de seu carma ou destino é a clara revelação de que é possível transformá-lo. O budismo explica o carma para mostrar como transformá-lo. Em outras palavras, sustentar a doutrina do carma sem esclarecer devidamente a forma de transformá-lo é interpretar o Budismo de maneira equivocada. Esses ensinos só contribuem para que as pessoas continuem prisioneiras dos grilhões do carma.
O que liberta as pessoas de seu carma ou destino é a clara revelação de que é possível transformá-lo. O budismo explica o carma para mostrar como transformá-lo. Em outras palavras, sustentar a doutrina do carma sem esclarecer devidamente a forma de transformá-lo é interpretar o Budismo de maneira equivocada. Esses ensinos só contribuem para que as pessoas continuem prisioneiras dos grilhões do carma.
Conclusão III
Outra característica distinta do Budismo Nitiren com relação ao carma é seu foco intenso e rigoroso no indivíduo ou no “eu”. Ensina que cada pessoa deve refletir profundamente sobre seu carma e esforçar-se para mudá-lo, empregando o poder da Lei Mística que todos possuem inerentemente.
Outra característica distinta do Budismo Nitiren com relação ao carma é seu foco intenso e rigoroso no indivíduo ou no “eu”. Ensina que cada pessoa deve refletir profundamente sobre seu carma e esforçar-se para mudá-lo, empregando o poder da Lei Mística que todos possuem inerentemente.
Os Encantos da Filosofia Budista - Para Iniciantes
Carma - parte 2
Edição 2070 - Publicado em 05/Fevereiro/2011 - Página A6
O significado da transformação do carma
Três categorias de ação
São: pensamentos, palavras e ações. Por meio das três, o carma é formado. De um outro ponto de vista, a vida de uma pessoa define-se pela forma como ela pensa, fala e age.
São: pensamentos, palavras e ações. Por meio das três, o carma é formado. De um outro ponto de vista, a vida de uma pessoa define-se pela forma como ela pensa, fala e age.
Carma são valores
Carma, portanto, são os valores de uma pessoa. Esses valores que partem do coração são os que definem a vida. E eles não desaparecem com a morte. Por isso, é tão importante ficar atento ao “tesouro do coração”.
Carma, portanto, são os valores de uma pessoa. Esses valores que partem do coração são os que definem a vida. E eles não desaparecem com a morte. Por isso, é tão importante ficar atento ao “tesouro do coração”.
Carma e Chakubuku
Mudar o coração de uma pessoa é modificar o próprio carma. Por isso, o Chakubuku é a verdadeira prática da transformação cármica. Tal prática transforma tanto o coração do apresentador, que se esforça em fazer alguém feliz, quanto do convidado, que se torna feliz, ao superar seu sofrimento apoiado pelo apresentador.
Mudar o coração de uma pessoa é modificar o próprio carma. Por isso, o Chakubuku é a verdadeira prática da transformação cármica. Tal prática transforma tanto o coração do apresentador, que se esforça em fazer alguém feliz, quanto do convidado, que se torna feliz, ao superar seu sofrimento apoiado pelo apresentador.
Carma é energia
Essa energia cármica só é superada pela energia vital do estado de Buda. Tal energia é absoluta e não sofre influência do carma; pelo contrário, o influencia.
Essa energia cármica só é superada pela energia vital do estado de Buda. Tal energia é absoluta e não sofre influência do carma; pelo contrário, o influencia.
A energia vital
A energia vital do estado de Buda é absoluta porque se baseia em valores universais. Um buda é guiado pelo supremo valor da dignidade da vida. Ou seja, um valor universal, inerente a tudo e a todos e que nunca muda. Os seres humanos possuem esse valor no âmbito mais profundo do seu ser. Basta, apenas, torná-lo manifesto.
A energia vital do estado de Buda é absoluta porque se baseia em valores universais. Um buda é guiado pelo supremo valor da dignidade da vida. Ou seja, um valor universal, inerente a tudo e a todos e que nunca muda. Os seres humanos possuem esse valor no âmbito mais profundo do seu ser. Basta, apenas, torná-lo manifesto.
Vida e morte
Com relação à vida e à morte, pode-se afirmar que a “vida” é quando a energia do carma assume uma forma fixa; e a “morte”, é quando a vida deixa de ser forma e torna-se una com a vida do Universo como um fluxo de pura energia.
Com relação à vida e à morte, pode-se afirmar que a “vida” é quando a energia do carma assume uma forma fixa; e a “morte”, é quando a vida deixa de ser forma e torna-se una com a vida do Universo como um fluxo de pura energia.
A influência das ações
O presidente Ikeda comenta: “O que continua após a morte? A conclusão de Sakyamuni é que o carma continua. Nossas circunstâncias na presente existência são o efeito de nossas ações passadas (carma), e nossas ações no presente determinam as circunstâncias de nossas ações no futuro. Ou seja, a influência de nossas ações prosseguem de uma existência para outra, transcendendo a vida e a morte. Essencialmente, é a energia do carma que continua além do nascimento e da morte”. (Brasil Seikyo, edição no 1.520, 21 de agosto de 1999, pág. 3).
O presidente Ikeda comenta: “O que continua após a morte? A conclusão de Sakyamuni é que o carma continua. Nossas circunstâncias na presente existência são o efeito de nossas ações passadas (carma), e nossas ações no presente determinam as circunstâncias de nossas ações no futuro. Ou seja, a influência de nossas ações prosseguem de uma existência para outra, transcendendo a vida e a morte. Essencialmente, é a energia do carma que continua além do nascimento e da morte”. (Brasil Seikyo, edição no 1.520, 21 de agosto de 1999, pág. 3).
Uma visão interessante
A energia cármica não se limita apenas ao indivíduo, pois ela interage com a energia cármica dos outros. Numa dimensão interior da vida, essa energia cármica latente funde-se à energia latente da família desse indivíduo, do grupo étnico e da humanidade. Da mesma forma, funde-se com a energia dos animais e das plantas.
A energia cármica não se limita apenas ao indivíduo, pois ela interage com a energia cármica dos outros. Numa dimensão interior da vida, essa energia cármica latente funde-se à energia latente da família desse indivíduo, do grupo étnico e da humanidade. Da mesma forma, funde-se com a energia dos animais e das plantas.
Voltando ao ponto
O que liberta uma pessoa de seu carma é quando ela sabe como transformá-lo. Esse saber é a sabedoria do Buda que iluminará todos os pensamentos, palavras e ações. O Budismo explica o carma para mostrar como transformá-lo.
O que liberta uma pessoa de seu carma é quando ela sabe como transformá-lo. Esse saber é a sabedoria do Buda que iluminará todos os pensamentos, palavras e ações. O Budismo explica o carma para mostrar como transformá-lo.
Para mudar o carma
É preciso manter os olhos fixos na própria vida. É estar disposto a mudar o próprio coração, os próprios valores. Em outras palavras, é a revolução humana.
É preciso manter os olhos fixos na própria vida. É estar disposto a mudar o próprio coração, os próprios valores. Em outras palavras, é a revolução humana.
Enfrentando o carma
Para tanto, ao fazer um juramento de manter a vida na órbita do Buda e enfrentar as dificuldades, é necessário um coração repleto de energia vital. Em outras palavras, é necessária uma firme fé na própria natureza de Buda.
Para tanto, ao fazer um juramento de manter a vida na órbita do Buda e enfrentar as dificuldades, é necessário um coração repleto de energia vital. Em outras palavras, é necessária uma firme fé na própria natureza de Buda.
Iluminação
Sobre isso, o presidente Ikeda orienta: “Quando enfrentamos nosso carma diretamente, podemos evidenciar nosso potencial para a iluminação. Não limitamos também nossa atenção ao carma pessoal. Quando nos libertamos das amarras do carma, precisamos nos dedicar em ajudar outras pessoas que também estão sofrendo a fazerem o mesmo. Em última instância, precisamos prestar atenção à tarefa de transformar o carma de toda a humanidade. Este é o caminho para a iluminação de si próprio e o de outros. Ao mesmo tempo em que nos empenhamos para transformar nosso próprio carma, ajudamos nossos amigos a transformarem o seu também. É para essa finalidade que existem as atividades da SGI. Este é o caminho fundamental e correto da prática budista”. (Terceira Civilização, edição no 433, setembro de 2004, pág. 18.)
Sobre isso, o presidente Ikeda orienta: “Quando enfrentamos nosso carma diretamente, podemos evidenciar nosso potencial para a iluminação. Não limitamos também nossa atenção ao carma pessoal. Quando nos libertamos das amarras do carma, precisamos nos dedicar em ajudar outras pessoas que também estão sofrendo a fazerem o mesmo. Em última instância, precisamos prestar atenção à tarefa de transformar o carma de toda a humanidade. Este é o caminho para a iluminação de si próprio e o de outros. Ao mesmo tempo em que nos empenhamos para transformar nosso próprio carma, ajudamos nossos amigos a transformarem o seu também. É para essa finalidade que existem as atividades da SGI. Este é o caminho fundamental e correto da prática budista”. (Terceira Civilização, edição no 433, setembro de 2004, pág. 18.)
Firme fé
A forma de colocarmos em prática a “firme fé em nossa própria natureza de Buda” é realizando o Chakubuku.
A forma de colocarmos em prática a “firme fé em nossa própria natureza de Buda” é realizando o Chakubuku.
Conclusão
“Nós não focalizamos nosso carma somente para saldar nosso ‘débito cármico’ e fechar o balanço em zero. Nosso objetivo é transformar nossa ‘conta negativa’ num grande ‘saldo positivo’. Este é o princípio da transformação do carma no Budismo de Nitiren Daishonin. E é a natureza de Buda existente na vida de todas as pessoas que torna isso possível. O desafio de transformar o carma é sustentado pela firme fé em nossa própria natureza de Buda.” (Ibidem).
“Nós não focalizamos nosso carma somente para saldar nosso ‘débito cármico’ e fechar o balanço em zero. Nosso objetivo é transformar nossa ‘conta negativa’ num grande ‘saldo positivo’. Este é o princípio da transformação do carma no Budismo de Nitiren Daishonin. E é a natureza de Buda existente na vida de todas as pessoas que torna isso possível. O desafio de transformar o carma é sustentado pela firme fé em nossa própria natureza de Buda.” (Ibidem).
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